Diferenças entre o método fônico e o método global

Existem importantes diferenças entre o método fônico e o método global.

As diferenças entre o método fônico e o método global  precisam ser ressaltadas e compreendidas para alcançamos sucesso na aplicação do método fônico.

Cada método tem um objetivo a ser alcançado. Para alcançarmos o objetivo do método fônico precisamos seguir seus pressupostos.

O professor precisa ter uma postura clara e precisa de instrutor . Deve ensinar ao aluno de forma direta, explícita e sistemática os fonemas, grafemas e a relação entre eles. Isso deve se dar de forma organizada, do mais simples para o mais complexo, explicita, por meio de demonstrações, e direta, não fazendo pegadinhas ou esperando que o aluno deduza intuitivamente os sons que compõe as palavras ou os grafemas (letras) que representam esses sons.

Vejamos as principais diferenças na aplicação do método fônico e do método global no quadro abaixo:

Método fônico sintético

 

Construtivismo (método global)  analítico

 

O que é ensinado

 

Ensina-se a ler partindo da relação entre as menores unidades sonoras da fala (fonemas) e as letras que representam esses sons (grafemas).

 

Ensina-se a ler partindo do texto e chagando ao nível da palavra.

 

Tipo de texto utilizado

 

Utiliza-se “textos decodificáveis”, elaborados especificamente para desenvolver determinada habilidade de consciência fonológica e fonêmica.

 

Utiliza-se “ textos autênticos”, que compõem a literatura infantil em geral.
O que se aprende

 

A criança aprende a reconhecer os fonemas e grafemas e as relações entre eles, tornando-se capaz de decodificar (ler) as palavras. Partem das menores unidade para chegar à palavra.

 

A criança deve conhecer a palavra globalmente, e não as letras que a compõe.

 

Cabe ao aluno

 

O aluno deve aprender a relação grafo-fonêmica ao ponto de dominar o princípio alfabético sendo capaz de decodificar de forma automática as palavras.

 

O aluno deve descobrir sozinho a relação entre a forma o sentido da palavra no texto e memorizá-la, ou como querem os construtivistas, se apropriar da palavra e seu sentido.

A relação grafema- fonema será aprendida de forma intuitiva, espontânea.

Cabe ao professor

 

Ao professor cabe ensinar de forma explícita e sistematizada os fonemas, as letras e a relação grafo-fonêmica.

O professor instrui o aluno de forma direta, explícita e sistemática.

O professor atua como mediador expondo a criança aos texto e palavras para que esta descubras por si a relação entre a forma de determinada palavra, seus sons componentes e seu significado.

 

Neste comparativo fica clara a diferença da postura do professor no método fônico e no construtivismo.

No método fônico o professor não é apenas um mediador, mas um instrutor, que precisa ter domínio teórico e prático para orientar com sucesso o processo de alfabetização do aluno. E isso faz total diferença…

 

Se você se interessou por este assunto, e quer saber mais sobre as diferenças entre o método fônico e o método global leia mais no post Método Fônico X Método Global .

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DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012

OLIVEIRA, João Batista Araujo e. ABC do alfabetizador. Brasília: Instituto Alfa e Beto,2008.

Comissão de Educação e Cultura. Alfabetização Infantil: Os novos Caminhos. Relatório Final do Grupo de Trabalho Brasília: Câmara dos Deputados, Comissão de Educação e Cultura, 2003.

Método fônico X Construtivismo

Método fônico X Construtivismo

O método fônico de alfabetização tem como objetivo a preparação do aluno para a aquisição do PRINCÍPIO ALFABÉTICO, o que o tornará apto para a DECODIFICAÇÃO (leitura) e CODIFICAÇÃO (escrita) num sistema alfabético de escrita como é o nosso.

A principal habilidade desenvolvida no MÉTODO FÔNICO é a CONSCIÊNCIA FONÊMICA, que acontece quando o aluno percebe que as palavras são formadas por pequenas unidades sonoras (fonemas) que são representadas na escrita por letras (grafemas). O melhor meio de se avaliar a CONSCIÊNCIA FONÊMICA de um leitor é medindo a capacidade de manipulação dos fonemas dentro das palavras.

Para que uma pessoa vá da condição de decodificador para a de um leitor eficiente, que compreende o que lê, é preciso que tenha automatizado o processo de decodificação, para que o cérebro possa se ocupar de forma mais abrangente do processo de compreensão.

A automatização da decodificação só acontece quando a CONSCIÊNCIA FONÊMICA  já foi internalizada, e o PRINCÍPIO ALFABÉTICO adquirido, sendo que para desenvolver esses dois processos principais é necessário o domínio de algumas habilidades específicas, tais como:

Conhecimento dos fonemas da língua estudada

Conhecimento das letras e respectivos nomes

Correspondência grafema-fonema

Capacidade de análise e síntese de fonemas

Manipulação de fonemas

Essas habilidades devem ser ensinadas pelo professor de forma explícita e direta, através de atividades sistematizadas, com objetivos claros, do mais simples para o mais complexo, passando por revisões e avaliações para verificar o grau de retenção do conteúdo e possibilidade de progressão do aluno.

Cabe ao professor desenvolver atividades lúdicas e criativas para motivar os alunos a praticarem as habilidades necessárias para se tornarem bons leitores.

Sobre o construtivismo

Por outro lado, as ideias que fundamentam as práticas construtivistas, entende que o aluno sendo exposto a texto em geral de seu interesse, vai, espontaneamente relacionando, com base no contexto, a forma da palavra com o seu significado, portanto, lê palavras inteiras e não “pedaços das palavras”, seguindo METÓDO GLOBAL de alfabetização.

Esse método é amplamente defendido na maioria das escolas do Brasil apesar das evidências científicas, estudos da neurociência e Ciência Cognitiva da Leitura já terem demonstrado sua ineficácia.

Podemos dizer, sucintamente, que na aplicação do MÉTODO GLOBAL o professor apresenta textos, do interesse do aluno, mostra figuras e a respectiva grafia. O aluno acaba decorando uma porção de palavras e sobrecarregando uma boa parte do seu cérebro que deveria estar livre para o processo de compreensão. Sem falar que ao surgir uma nova palavra o aluno não terá instrumentos para decodifica-la corretamente.

Na aplicação do MÉTODO GLOBAL, seguindo os preceitos construtivistas, o professor proporciona uma vivência aos alunos que, espontaneamente, de acordo com seus interesses, ritmo e demanda, vão construindo o conhecimento a partir da interação com os colegas e com o ambiente. Não cabe ao professor transmitir dado conhecimento, mas apenar criar condições para que o aluno construa por si seu conhecimento.

Quanto ao aluno, espera-se que ele construa seu conhecimento de forma espontânea, através do contato com o texto em geral, sem passar por atividades para treinamento de habilidades específicas.

Método fônico X Construtivismo

Deste modo, ainda que por uma breve análise do MÉTODO FÔNICO e dos pressupostos construtivista sobre alfabetização corroborando o MÉTODO GLOBAL, fica evidente que os instrumentos usados nas práticas pedagógicas apoiadas nas ideias construtivistas são bem diferentes dos instrumentos pedagógicos necessários para uma adequada aplicação do MÉTODO FÔNICO, daí a incompatibilidade entre o MÉTODO FÔNICO e as práticas construtivistas.

Método fônico X Construtivismo

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