Conhecendo o método fônico de alfabetização

O que é o método fônico de alfabetização.

Conhecendo o método fônico de alfabetização você irá entender porque este é o melhor método de alfabetização. E digo mais, se você aplicar este método de forma correta, verá os resultados de sucesso que comprovarão o que a Ciência Cognitiva da Leitura afirma.

O método fônico é um  método de alfabetização que ensina, de forma explícita, direta e sistemática, a relação fonema-grafema.

Neste método, o alfabetizando deverá aprender os fonema da língua, bem como os grafemas que representam os fonemas

Fonemas são abstrações, não se tratam propriamente de sons, contudo, para fins didáticos, ao longo deste artigo, iremos nos referir aos fonemas como as menores unidades de sons da fala.

Quanto aos grafemas, tratam-se de caracteres abstratos que representam graficamente os fonemas, podendo ser chamados de letras. O conjunto das letras capaz de representar todos os fonemas de uma determinada língua é chamado de Alfabeto.

Existe um método melhor que os outros?

Sim, existe um método melhor que os outros.  O método de alfabetização mais eficaz, de acordo com as evidências científicas, é o MÉTODO FÔNICO.

Contudo, existe um mito que permeia o discurso acadêmico e prático sobre alfabetização no Brasil de que qualquer método de alfabetização funciona, sendo válido, até mesmo, fazer uma mistura de métodos. Isto é errado.

Métodos são processos usados para alcançar determinado objetivos.

Cada método leva a um determinado fim, portanto, não é recomendável mistura de métodos.

Quem segue por vários caminhos não chega a lugar nenhum, ou, quando chega, se perde muito ante de alcançar o destino almejado. Portanto, quando  temos um objetivo certo, é importante escolhermos, previamente, o melhor caminho e seguirmos por ele até o final.

Conhecendo o método fônico e percorrendo as etapas propostas, certamente, o alfabetizador alcançará o objetivo final do processo  de alfabetização , que é  a conquista  das habilidades de  ler e escrever com autonomia e compreensão.

Há 20 anos, países como EUA, Inglaterra, França, Portugal e outros vêm fazendo uma revisão e atualização de suas políticas de alfabetização, condenando métodos comprovadamente ineficazes como os métodos ideovisuais, alfabéticos e global, e,  ao mesmo tempo, recomendam, de forma generalizada, o uso dos métodos fônicos.

Estas recomendações são baseadas em resultados de pesquisas científicas, que comprovaram a superioridade do método fônico.

Com efeito, o método fônico, por ser o mais eficaz no ensino da decodificação, ponto central da alfabetização, é o método mais eficaz de alfabetização.

Objetivo do método fônico.

O objetivo do método fônico é levar a criança a adquirir o princípio alfabético.

Adquire-se o princípio alfabético com a compreensão de que as letras do alfabeto representam as menores unidades de sons da fala, ou seja, que os grafemas (letras) representam os fonemas (menores unidades de sons da 

Principais etapas da alfabetização pelo método fônico.

A alfabetização é um processo, e como tal, compõe-se de várias etapas que devem ser seguidas para se chegar ao ato final, que é a aquisição das habilidades de leitura e escrita com autonomia e compreensão.

Para que o fim deste processo seja alcançado com sucesso, é preciso passar por determinadas etapas, de forma sequenciada e sistematizada.

Trata-se de uma sequência de passos interdependentes, onde o desempenho em uma etapa depende do sucesso adquirido na etapa anterior.

 Vejamos estas etapas na sequência que devem ser ensinadas:

1) Ensino dos  fonemas da língua;

2) Ensino dos nomes das letras e suas formas;

3) Ensino das relações ente grafemas ( letras) e fonemas

4) Análise de fonemas ( decodificar = ler)

5) Síntese de fonemas ( codificar = escrever)

6) Manipulação de fonemas

7) Automatização da decodificação

8) Aquisição da  fluência

9) Aquisição da compreensão

 

Como se alcançar a fluência e a compreensão.

O nível de leitura com fluência e compreensão será alcançado conhecendo o método fônico de alfabetização e percorrendo, com sucesso, cada uma de suas etapas.

Uma vez adquirido o princípio alfabético, o aluno será capaz de decodificar,  de forma autônoma, qualquer palavra da língua, ainda que desconhecida.

Contudo, o segundo estágio da leitura, que é a fluência,  será alcançado com a prática e consequente automatização da decodificação.

Depois de consolidada a automatização da decodificação e adquirida a fluência,  o aluno passará a compreende o que lê, pois terá todo o seu foco voltado para a compreensão e contextualização do que está lendo.

Não precisará mais ocupar parte de sua memória de trabalho para transpor letras em sons, pois esse processo já foi automatizado pela aquisição da fluência.

Enfim, o método fônico de alfabetização é o único método que percorre as vias, conforme a neurociência nos mostra, que nosso cérebro segue no processo de aprendizagem da leitura, sendo, por isto, o método mais eficaz.

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Referências:

Comissão de Educação e Cultura. Alfabetização Infantil: Os novos Caminhos. Relatório Final do Grupo de Trabalho Brasília: Câmara dos Deputados, Comissão de Educação e Cultura, 2003.

OLIVEIRA, João Batista Araujo e. ABC do alfabetizador. Brasília: Instituto Alfa e Beto,2008.

Qual o melhor método de alfabetização?

De acordo com as evidências científicas o melhor método de alfabetização é o  fônico sintético.

O método fônico de alfabetização tem como objetivo a preparação do aluno para a aquisição do PRINCÍPIO ALFABÉTICO, o que o tornará apto para a DECODIFICAÇÃO (leitura) e CODIFICAÇÃO (escrita) num sistema alfabético de escrita como é o nosso.

A principal habilidade desenvolvida no MÉTODO FÔNICO é a CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA, que acontece quando o aluno percebe que as palavras são formadas por pequenas unidades sonoras (fonemas) que são representadas na escrita por letras (grafemas). O melhor meio de se avaliar a CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA de um leitor é medindo a capacidade de manipulação dos fonemas dentro das palavras.

Para que uma pessoa vá da condição de decodificador para a de um leitor eficiente, que compreende o que lê, é preciso que tenha automatizado o processo de decodificação, para que o cérebro possa se ocupar de forma mais abrangente do processo de compreensão.

A automatização da decodificação só acontece quando a CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA já foi internalizada, e o PRINCÍPIO ALFABÉTICO adquirido, sendo que para desenvolver esses dois processos principais é necessário o domínio de algumas habilidades específicas, tais como:

    • Conhecimento dos fonemas da língua estudada
    • Conhecimento das letras e respectivos nomes
    • Relação grafo-fonêmica
  • Capacidade de análise e síntese de fonemas
  • Manipulação de fonemas

Essas habilidades devem ser ensinadas pelo professor de forma explícita e direta, através de atividades sistematizadas, com objetivos claros, do mais simples para o mais complexo, passando por revisões e avaliações para verificar o grau de retenção do conteúdo e possibilidade de progressão do aluno.

Cabe ao professor criar atividades lúdicas e criativas para motivar os alunos a praticarem as habilidades necessárias para se tornarem bons leitores.

Por outro lado, as ideias que fundamentam as práticas construtivistas, entende que o aluno sendo exposto a texto em geral de seu interesse, vai, espontaneamente relacionando, com base no contexto, a forma da palavra com o seu significado, portanto, lê palavras inteiras e não “pedaços das palavras”, seguindo MÉTODO GLOBAL de alfabetização.

Esse método é amplamente defendido na maioria das escolas do Brasil apesar das evidências científicas, estudos da neurociência e psicologia cognitiva já terem demonstrado sua ineficácia.

Podemos dizer, sucintamente, que na aplicação do MÉTODO GLOBAL o professor apresenta textos, do interesse do aluno, mostra figuras e a respectiva grafia. O aluno acaba decorando uma porção de palavras e sobrecarregando uma boa parte do seu cérebro que deveria estar livre para o processo de compreensão. Sem falar que ao surgir uma nova palavra o aluno não terá instrumentos para decodifica-la corretamente.

Na aplicação do MÉTODO GLOBAL, seguindo os preceitos construtivistas, o professor proporciona uma vivência aos alunos que, espontaneamente, de acordo com seus interesses, ritmo e demanda, vão construindo o conhecimento a partir da interação com os colegas e com o ambiente. Não cabe ao professor transmitir dado conhecimento, mas apenar criar condições para que o aluno construa por si seu conhecimento.

Quanto ao aluno, espera-se que ele construa seu conhecimento de forma espontânea, através do contato com o texto em geral, sem passar por atividades para treinamento de habilidades específicas.

Deste modo, ainda que por uma breve análise do MÉTODO FÔNICO e dos pressupostos construtivista sobre alfabetização corroborando o MÉTODO GLOBAL, fica evidente que os instrumentos usados nas práticas pedagógicas apoiadas nas ideias construtivistas são incompatíveis com os instrumentos pedagógicos necessários para uma adequada aplicação do MÉTODO FÔNICO, daí a incompatibilidade entre o MÉTODO FÔNICO e as práticas construtivistas.

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Obrigada pela leitura!

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