Fundamentos da alfabetização pelo método fônico

Fundamentos da alfabetização pelo método fônico

Fundamentos da alfabetização pelo método fônico

Os fundamentos da alfabetização pelo método fônico concentram-se de certa forma em três habilidades que, se desenvolvidas adequadamente, construirão um base sólida para o processo de alfabetização, cujo objetivo final é levar o alfabetizando a alcançar o nível de leitura e escrita com fluência e compreensão.

Para que o leitor tenha uma boa compreensão do que está lendo precisa ter o processo de decodificação automatizado.

No entanto, a automatização da decodificação só acontece quando a consciência fonológica já foi internalizada, e o princípio alfabético adquirido.

Desta maneira, temos, portanto, os fundamentos da alfabetização pelo método fônico:

  1. Consciência fonológica
  2. Consciência fonêmica
  3. Aquisição do princípio alfabético

Uma vez adquiridas essas habilidades fundamentais o alfabetizando terá uma base sólida para desenvolver seu processo de alfabetização e, assim, se tornar um leitor competente  sabendo ler com fluência e compreensão.

 

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Referências:

OLIVEIRA, João Batista Araujo e. ABC do alfabetizador. Brasília: Instituto Alfa e Beto,2008.

OLIVEIRA, João Batista Araujo. Alfabetização de crianças e adultos: novos parâmetro. Belo Horizonte: Alfa Educativa, 2004.

Fracasso escolar e alfabetização

Fracasso escolar e alfabetização

Fracasso escolar e alfabetização estão diretamente ligados. 

Você sabia que o fracasso escolar de uma  criança pode estar relacionado com o fato de que ela está não compreende o que lê? 

Isso pode estar acontecendo porque essa criança não aprendeu a ler da forma correta, através de um método eficaz.

Causas e consequências da adoção de um método de alfabetização ineficaz

Pessoal, uma coisa é fato,  nossos jovens estão saindo do sistema escolar lendo com dificuldade, sem conseguir compreender e interpretar textos simples. Ou seja, praticamente analfabetos funcionais.

Para comprovar isto,  basta conversar com alguém que trabalha, por exemplo, com RH,  no recrutamento e seleção.

Um absurdo. Passam vários anos na escola e saem analfabetos funcionais. Isso é inacreditável. 

Sabe por que isso está acontecendo? Por que estão ensinando nossas crianças a ler do jeito errado, usando métodos e práticas pedagógicas ineficazes. 

O principal vilão é a utilização, de métodos de alfabetização inadequados,  na maioria das escolas do Brasil, desde o início da década de 90 até hoje.

 

Uma questão de método

Eu bato tanto nessa tecla do método de alfabetização, pois, a dificuldade de interpretar e compreender textos, para surpresa de muitos,  está diretamente ligada ao método de alfabetização usado para ensinar a criança a ler e escrever. 

Isto já foi comprovado pela Ciência Cognitiva da Leitura que tem como objeto de, estudo como nosso cérebro trabalha quando estamos aprendendo a ler e enquanto estamos lendo.

Os países como EUA, França, Finlândia, Inglaterra, Austrália e Portugal,  acolheram as evidências científica e adotaram o método fônico como prioritário na educação de suas crianças, estão obtendo ótimos resultados nos testes que avaliam o desempenho em leitura, como o PISA.

O Brasil, por outro lado, ignora as evidências científicas e adota métodos e práticas já condenados como ineficazes para alfabetizar. 

Por trás dessas escolhas desastrosas de métodos e práticas pedagógicas ineficazes, como o construtivismo,  tem toda uma abordagem ideológica que permeia o discurso acadêmico no Brasil. 

Fato é que, temos um enorme número de analfabetos funcionais, que reflete no baixíssimo nível dos nossos alunos e consequente baixíssimo nível de nossa mão-de-obra.

E eu não estou falando apenas de alunos da rede pública não. De acordo com os resultados do último PISA, os melhores alunos do Brasil atingiram níveis medianos em desenvolvimento em leitura, comparados a alunos de países cujo método de alfabetização adotado é o fônico.

Isso não é coincidência é ciência.

Método fônico – um passo importante para o sucesso.

O método fônico pode não ser a solução para o fracasso do sistema educacional no Brasil, mas é parte uma parte importante que não deve ser deixada de lado.

Diante desse quadro medonho, não podemos ficar parados vendo nossos filhos se tornarem mais uma vítima desse sistema falido. 

Para ter sucesso na escola e na vida é preciso saber ler e compreender, e o caminho para isso é uma alfabetização eficaz, aplicando o método fônico, o melhor método de alfabetização de acordo com evidências científicas.

Sucesso na alfabetização, sucesso como leitor, sucesso na escola, sucesso na vida.

Bem, eu fico por aqui, 

Parabéns por ter lido este artigo até o final. Esteja certo de que você adquiriu um conhecimento valioso nestes poucos minutos.

Fracasso escolar e alfabetização. Isso pode ser mudado.

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Diferenças entre o método fônico e o método global

Existem importantes diferenças entre o método fônico e o método global.

As diferenças entre o método fônico e o método global  precisam ser ressaltadas e compreendidas para alcançamos sucesso na aplicação do método fônico.

Cada método tem um objetivo a ser alcançado. Para alcançarmos o objetivo do método fônico precisamos seguir seus pressupostos.

O professor precisa ter uma postura clara e precisa de instrutor . Deve ensinar ao aluno de forma direta, explícita e sistemática os fonemas, grafemas e a relação entre eles. Isso deve se dar de forma organizada, do mais simples para o mais complexo, explicita, por meio de demonstrações, e direta, não fazendo pegadinhas ou esperando que o aluno deduza intuitivamente os sons que compõe as palavras ou os grafemas (letras) que representam esses sons.

Vejamos as principais diferenças na aplicação do método fônico e do método global no quadro abaixo:

Método fônico sintético

 

Construtivismo (método global)  analítico

 

O que é ensinado

 

Ensina-se a ler partindo da relação entre as menores unidades sonoras da fala (fonemas) e as letras que representam esses sons (grafemas).

 

Ensina-se a ler partindo do texto e chagando ao nível da palavra.

 

Tipo de texto utilizado

 

Utiliza-se “textos decodificáveis”, elaborados especificamente para desenvolver determinada habilidade de consciência fonológica e fonêmica.

 

Utiliza-se “ textos autênticos”, que compõem a literatura infantil em geral.
O que se aprende

 

A criança aprende a reconhecer os fonemas e grafemas e as relações entre eles, tornando-se capaz de decodificar (ler) as palavras. Partem das menores unidade para chegar à palavra.

 

A criança deve conhecer a palavra globalmente, e não as letras que a compõe.

 

Cabe ao aluno

 

O aluno deve aprender a relação grafo-fonêmica ao ponto de dominar o princípio alfabético sendo capaz de decodificar de forma automática as palavras.

 

O aluno deve descobrir sozinho a relação entre a forma o sentido da palavra no texto e memorizá-la, ou como querem os construtivistas, se apropriar da palavra e seu sentido.

A relação grafema- fonema será aprendida de forma intuitiva, espontânea.

Cabe ao professor

 

Ao professor cabe ensinar de forma explícita e sistematizada os fonemas, as letras e a relação grafo-fonêmica.

O professor instrui o aluno de forma direta, explícita e sistemática.

O professor atua como mediador expondo a criança aos texto e palavras para que esta descubras por si a relação entre a forma de determinada palavra, seus sons componentes e seu significado.

 

Neste comparativo fica clara a diferença da postura do professor no método fônico e no construtivismo.

No método fônico o professor não é apenas um mediador, mas um instrutor, que precisa ter domínio teórico e prático para orientar com sucesso o processo de alfabetização do aluno. E isso faz total diferença…

 

Se você se interessou por este assunto, e quer saber mais sobre as diferenças entre o método fônico e o método global leia mais no post Método Fônico X Método Global .

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DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012

OLIVEIRA, João Batista Araujo e. ABC do alfabetizador. Brasília: Instituto Alfa e Beto,2008.

Comissão de Educação e Cultura. Alfabetização Infantil: Os novos Caminhos. Relatório Final do Grupo de Trabalho Brasília: Câmara dos Deputados, Comissão de Educação e Cultura, 2003.

Qual o melhor método de alfabetização?

De acordo com as evidências científicas o melhor método de alfabetização é o  fônico sintético.

O método fônico de alfabetização tem como objetivo a preparação do aluno para a aquisição do PRINCÍPIO ALFABÉTICO, o que o tornará apto para a DECODIFICAÇÃO (leitura) e CODIFICAÇÃO (escrita) num sistema alfabético de escrita como é o nosso.

A principal habilidade desenvolvida no MÉTODO FÔNICO é a CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA, que acontece quando o aluno percebe que as palavras são formadas por pequenas unidades sonoras (fonemas) que são representadas na escrita por letras (grafemas). O melhor meio de se avaliar a CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA de um leitor é medindo a capacidade de manipulação dos fonemas dentro das palavras.

Para que uma pessoa vá da condição de decodificador para a de um leitor eficiente, que compreende o que lê, é preciso que tenha automatizado o processo de decodificação, para que o cérebro possa se ocupar de forma mais abrangente do processo de compreensão.

A automatização da decodificação só acontece quando a CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA já foi internalizada, e o PRINCÍPIO ALFABÉTICO adquirido, sendo que para desenvolver esses dois processos principais é necessário o domínio de algumas habilidades específicas, tais como:

    • Conhecimento dos fonemas da língua estudada
    • Conhecimento das letras e respectivos nomes
    • Relação grafo-fonêmica
  • Capacidade de análise e síntese de fonemas
  • Manipulação de fonemas

Essas habilidades devem ser ensinadas pelo professor de forma explícita e direta, através de atividades sistematizadas, com objetivos claros, do mais simples para o mais complexo, passando por revisões e avaliações para verificar o grau de retenção do conteúdo e possibilidade de progressão do aluno.

Cabe ao professor criar atividades lúdicas e criativas para motivar os alunos a praticarem as habilidades necessárias para se tornarem bons leitores.

Por outro lado, as ideias que fundamentam as práticas construtivistas, entende que o aluno sendo exposto a texto em geral de seu interesse, vai, espontaneamente relacionando, com base no contexto, a forma da palavra com o seu significado, portanto, lê palavras inteiras e não “pedaços das palavras”, seguindo MÉTODO GLOBAL de alfabetização.

Esse método é amplamente defendido na maioria das escolas do Brasil apesar das evidências científicas, estudos da neurociência e psicologia cognitiva já terem demonstrado sua ineficácia.

Podemos dizer, sucintamente, que na aplicação do MÉTODO GLOBAL o professor apresenta textos, do interesse do aluno, mostra figuras e a respectiva grafia. O aluno acaba decorando uma porção de palavras e sobrecarregando uma boa parte do seu cérebro que deveria estar livre para o processo de compreensão. Sem falar que ao surgir uma nova palavra o aluno não terá instrumentos para decodifica-la corretamente.

Na aplicação do MÉTODO GLOBAL, seguindo os preceitos construtivistas, o professor proporciona uma vivência aos alunos que, espontaneamente, de acordo com seus interesses, ritmo e demanda, vão construindo o conhecimento a partir da interação com os colegas e com o ambiente. Não cabe ao professor transmitir dado conhecimento, mas apenar criar condições para que o aluno construa por si seu conhecimento.

Quanto ao aluno, espera-se que ele construa seu conhecimento de forma espontânea, através do contato com o texto em geral, sem passar por atividades para treinamento de habilidades específicas.

Deste modo, ainda que por uma breve análise do MÉTODO FÔNICO e dos pressupostos construtivista sobre alfabetização corroborando o MÉTODO GLOBAL, fica evidente que os instrumentos usados nas práticas pedagógicas apoiadas nas ideias construtivistas são incompatíveis com os instrumentos pedagógicos necessários para uma adequada aplicação do MÉTODO FÔNICO, daí a incompatibilidade entre o MÉTODO FÔNICO e as práticas construtivistas.

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Obrigada pela leitura!

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